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Um Pouco da História de Xerém

Breve Histórico de Xerém

A origem do nome não se sabe ao certo, porém o que sabemos é que existem três hipóteses que são: A primeira que está ligada ao nome do maior dono de terras da época “John Cheren”. A segunda é devido ao derivado de milho chamado Xerém. E a terceira e a mais provável é que o local era habitado por uma tribo de índios que tinha cujo significado era “chuva miúda”.
Na década de 40, Getúlio Vargas em meio à segunda guerra mundial, após aliança com os aliados, procura um lugar isolado para a construção de uma fabrica de material bélico. Expropria os agricultores e constrói ali a FNM (Fábrica Nacional de Motores), que fabricava motores de aviões de guerra. Com o fim da guerra a FNM passa a fabricar motores de caminhões. Esta fabrica necessitava de uma infra-estrutura exterior, foi aí que nasceu Xerém enquanto local para se viver.
Em 1968 a FNM é vendida para Alfa Romeo, que em 1976 é vendida para FIAT. Em 1981, a FIAT de Xerém é transferida para Betim e o lugar sofre sua falência econômica. Durante 15 anos enquanto a fábrica estava fechada os moradores locais, precisavam trabalhar em outras localidades, pois com o fechamento desta o desemprego disparou.Aumentou o mercado informal e o local começou a crescer de forma desordenada. Em 1996, reabrem os portões da fábrica, mas agora como Ciferal que não utiliza nem metade do espaço físico da FNM. Com incentivos fiscais feitos no município de Duque de Caxias, muitos empresas estalaram-se em Xerém ou próximo da “Estrada Nova”, onde está localizado o pólo industrial que gera empregos. Este crescimento desordenado vem prejudicando a biodiversidade deste lugar, que vem sendo depredada para criação de loteamentos. Ocorrendo também um processo de favelização.

Fonte:( http://emsantoagostinho.blogspot.com.br/2008/06/histrico-da-escola-municipal-santo.html)

FNM

História Da FNM

A idéia de criar a Fábrica Nacional de Motores surgiu em 1939, no período da história brasileira chamado de Estado Novo. Era o governo do presidente Getúlio Vargas, que desejava transformar o Brasil em uma economia industrializada.1 Data desta época a fundação de empresas estatais como a Companhia Siderúrgica Nacional (1941), a Companhia Vale do Rio Doce (1942), a Companhia Nacional de Álcalis (1943), a Companhia Hidrelétrica do São Francisco(1945) e outras.
Nesse espírito, o então coronel Antônio Guedes Muniz propôs a construção de uma fábrica de motores aeronáuticos que atenderia à aviação militar e à nascente produção nacional de aviões para uso civil.
Muniz foi aos Estados Unidos e fechou um contrato para produzir motores radiais Curtiss-Wright R-975. O dinheiro chegou quando o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial, como parte dos acordos firmados com os EUA. Assim, em 1942, foi fundada a Fábrica Nacional de Motores. A construção em Xerém (distrito de Duque de Caxias, no pé da Serra de Petrópolis) ocorreu durante a guerra. Eram enormes e modernas instalações.
Quando saiu o primeiro avião com motor FNM, em 1946, a guerra já havia acabado e os EUA torravam seus excedentes militares. Só a FAB tinha 180 motores Wright importados em estoque.
Getúlio fora deposto e o interesse pela industrialização do Brasil esfriara. O novo presidente, Eurico Gaspar Dutra, mandou suspender a produção de motores. Para salvar a FNM, Muniz (já alçado a brigadeiro) pôs a fábrica para fazer desde peças para máquinas industriais a eletrodomésticos. Em 1947, a estatal teve ações vendidas na bolsa.
Só em 1949 é que Xerém encontrou seu rumo: graças a um acordo com a marca italiana Isotta Fraschini, a FNM foi a primeira empresa a fabricar caminhões no Brasil. Estreou com o D-7.300, um modelo bicudinho com motor a diesel e capacidade para 7,5 toneladas de carga. Uns 200 caminhões deste tipo chegaram a ser feitos, mas a Isotta estava em má situação financeira na Europa e interrompeu o envio de peças.
O jeito foi encontrar outro fornecedor de tecnologia: a estatal italiana Alfa Romeo. E foi com o modelo "cara chata" FNM D-9.500 que a linha de Xerém foi reativada em 1951.2 Em 1955, esteve à frente da produção dos "cavalos mecânicos", primeira tentativa de lançar ônibus muito longos - décadas antes dos articulados e BRTs - adaptando caminhões para sustentar estruturas de ônibus. Alguns desses chegaram a ser utilizados, no Rio de Janeiro, para uma linha de ônibus ligando o Lins de Vasconcelos, na Zona Norte, ao bairro da Urca, na Zona Sul. No entanto, a difícil locomoção desses ônibus deu fim a esse tipo de veículo.
A nacionalização dos FNM (já chamados pelo povo de "Fenemê") aumentou. Em 1958, foi lançado o modelo D-11.000, também derivado dos Alfa italianos. Era o caminhão pesado e se tornaria lendário em nossas estradas, com seu jeitão bruto e o som inconfundível do motor a diesel de seis cilindros, todo de alumínio.
Em 1960, a FNM lançou-se na produção de um sedã de luxo, o FNM-2000 JK. Era o automóvel mais estável e veloz fabricado no Brasil na época, mas também o mais caro. Com o golpe militar, o novo governo fez uma intervenção e, em 1968, a velha parceira Alfa Romeo assumiu o controle da FNM, que continuou a fazer automóveis, caminhões e chassis de ônibus.
Em 1972, veio um novo caminhão pesado, o FNM 180. Sua mecânica era basicamente a do velho D-11.000, mas a cabine era mais moderna. Na mesma linha, foi criado o FNM 210.
A gama de automóveis também passou por uma evolução: após o 2000, foi lançado o 2150 e, em março de 1974, foi lançado o Alfa Romeo 2300, um modelo fabricado exclusivamente no Brasil.
A operação de Xerém, porém, nunca deu grande lucro. Em 1977, a fábrica foi vendida à Fiat — que continuou a fazer o modelo 180 por mais dois anos e fechou as portas da pioneira FNM.3 Ao longo de todas as suas fases, a empresa produziu aproximadamente 15.000 veículos.

FNM
FNM
FNM
FNM
FNM
operários
exército na FNM

Tomada da F.N.M. pelo exércido durante a revolução de 1964.

estação

A ESTAÇÃO: A estação de Xerém, aberta possivelmente com linha original em 1883. Segundo a Revista Refesa, maio-1969, o trem de passageiros entre Belford Roxo e Xerém foi suprimido a partir de 1o de maio desse ano. A estação já foi demolida. O caminho para Tinguá e Jaceruba. Seguindo em frente percebe-se o leito da ferrovia, sem vestígios de trilhos ou dormentes, mais ainda com as muretas de concreto ao longo do trecho. Algumas casa de funcionários com a plaqueta de patrimônio da RFFSA.
Numa delas encontrei o Sr. Antonio Couto, ferroviário aposentado que trabalhava na via permanente. Simpático, se dispôs a me ajudar em minha pesquisa arqueológica-ferroviária, junto com um velho amigo, Sr. José dos Santos, ex-funcionário da Companhia de Águas e Esgotos, onde ralou por 36 anos. Os dois me contaram que originalmente os três ramais servíam a Companhia de Águas e Esgotos da época para reparos em adutoras, o chamado "socorro das águas". Com o tempo, para atender aos moradores da região, a locomotiva passou a contar com dois carros de passageiros e um bagageiro. Eram 4 saídas diárias saíndo de Belford Roxo: Seis da manhã, meio-dia, três da tarde e sete da noite. As estações eram, na verdade, paradas sem cobertura, que poderíam passar desapercebidas por um maquinista novo no trecho. Não há mais nada que lembre uma ferrovia neste ramal. Praticamente tudo foi demolido, com a única exceção da ponte do Iguaçu, na localidade conhecida como Parque São Bento. Pra chegar até ela, mais uma vez tive de comer poeira pela estrada de terra na altura do km 38 e passar por imensos lixões. No caminho topei com um morador de nome José do Carmo, que me confidenciou lembranças de quando era menino nos idos dos anos 1950 e observava caçadores que todos os sábados embarcavam na maria-fumaça rumo às matas daquela região" (Carlos Latuff, 2003). Segundo o Sr. Ranulfo, historiador de Xerém, desta estação terminal saíam ainda três ramais para três represas diferentes, que supriam a adutora do Rio d'Ouro: o sub-ramal de Galrao (?), o sub-ramal de Registro e o da represa de João Pinto.

Fontes: (Carlos Latuff; Edson de Lima Lucas; Jailson Silva Fernandes; Fernando Augusto; Revista Refesa, 1969; Correio da Manhã, 1928; Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias Levi, 1932-1980)

trem

HISTORICO DA LINHA: O ramal de Xerém foi aberto provavelmente já em 1883, com a linha principal da E. F. Rio D'Ouro. Saía da estação de Belford Roxo e seguia até a localidade de Xerém. Passou a transportar passageiros e fechou sua linha em maio de 1969, quando correu o último trem de passageiros.

Fontes: (Carlos Latuff; Edson de Lima Lucas; Jailson Silva Fernandes; Fernando Augusto; Revista Refesa, 1969; Correio da Manhã, 1928; Guia Geral de Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias Levi, 1932-1980)

farmácia

Antiga Farmácia, hoje armazém do Norato.

olaria

Antiga olaria, onde hoje funciona a Policlínica.

praça dos blocos

Antiga Praça dos Blocos.

blocos

Vila dos Blocos.

praça dos blocos

Praça dos blocos.

cinema

Antigo cinema, hoje biblioteca.

mercado

Antigo mercado, hoje bar do Toninho.

hospital

Antigo prédio do Hospital Velho, hoje prédio 20 do Inmetro.

sesi

Antigo SESI, hoje bar da Cris Bier e Colégio Arco-Íris.

area do colégio

Área onde foi construído o Colégio das Irmãs.

colégio das irmãs

Construção do Colégio das Irmãs.

vila operária

Começo da construção das casas da vila operária.

vila operária

Construção das casas da vila operária.

vila operária

Vila Operária.

vila operária

Vila Operária.

vila operária

Vila Operária.

círculo operário

Costrução da antiga sede do círculo operário.

guarita

Guarita de entrata de Xerém.

igreja

Igreja Nossa Senhora das Graças.

vila dos engenheiros

Vila dos Engenheiros.

junel

Junel.